terça-feira, 21 de março de 2017

"Eu sou uma pessoa nova. Mais segura, mais feliz, mais bonita!"


Trouxe mais uma história de transição capilar pra vocês! Hoje vocês vão conhecer a história da estudante de educação física Maria Claudia de Lima, 21 anos, que passou por longos anos de produtos químicos até decidir cultivar os cachinhos novamente - o que a fez muito feliz!

Se você quer que sua história apareça aqui no blog, manda um e-mail para contato@nosdefada.com ou fala comigo pelo Instagram ou Facebook, ok? Vou adorar compartilhar a sua história, para que sirva de inspiração para outras pessoas. Agora, vamos ler a história da Claudia?

"Oi, meninos e meninas! Meu nome é Maria Claudia de Lima e vou dividir com vocês um pouco de como foi o meu processo de transição capilar. A primeira vez que coloquei química nos cabelos foi aos 14 anos (atualmente tenho 21). Lembro que foi um alisante de cheiro tão forte que meu nariz e meus olhos ardiam insuportavelmente. Ao contrário do que acontece com muitas meninas, minha mãe nunca me incentivou a alisar o cabelo. Na verdade, foi bem o oposto, ela era super contra! Mas permitiu, pois era a minha vontade. Até os 16 anos, eu coloquei alisante no cabelo religiosamente todos os meses, lembro que houve uma época em que na parte da frente (franja) eu colocava uma vez na semana. Gente, eu sou louca e meu cabelo um guerreiro, porque mesmo com essa loucura, meu cabelo nunca caiu, nunca tive corte químico, nada!

Começo da transição
Dos 16 para os 17 anos, eu sem querer, descobri na internet quem viria a ser meu companheiro  pelos próximos quatro anos: O Henê. Tão injustiçado... Gente, o henê foi maravilhoso pra mim, alcançava todas as minhas expectativas, a única coisa que posso falar de negativa dele é que ele deixava meu cabelo ralinho e sem volume. Para remediar, eu cacheava as pontas com chapinha.

Ta menina, mas e a transição? Quem conhece o henê sabe que ele alisa e tinge de preto ao mesmo tempo, ou seja, nenhuma cor cobre e ele é incompatível com outras químicas (exceto algumas progressivas e tintas a base de água). Pois bem, chegou o momento em que eu não suportava mais meu cabelo preto. Queria mudar, precisava mudar! Somado a esse desejo, veio uma preguiça danada   de ficar aplicando henê. Foi ai, que sem nem saber, eu entrei na transição capilar. 'Como assim sem saber?' Eu nem pretendia ficar cacheada! Pretendia partir para as progressivas e mudar a cor, só. Bobinha...

Bom, os meses foram se passando e quando vi estava com uns três dedos de raiz crescida, sabe aquelas ondinhas bonitinhas? Me apeguei, desejei, aceitei. Agora era eu, oficialmente, uma transitante, não comentei com ninguém, não queria palpites, opiniões, nada, era algo que só me cabia, até que vi se formar o primeiro cacho, o carinho foi tanto que não coube só no coração, saiu pela boca! Contei e mostrei pra todo mundo. foi lindo! Muita gente me apoiou, muita gente me criticou... Não da pra agradar todo mundo, por isso, resolvi agradar a quem realmente importava: eu.
Eu não tinha coragem de cortar o cabelo que estava quase na bunda, por isso, sofri muito com o cabelo com duas texturas, auto estima subterrânea, mas nunca fraquejei, era penteado por cima de penteado para disfarçar o babado.

Depois do primeiro corte, os cachinhos começaram a aparecer
Meu irmão, minha mãe, meu namorado e algumas amigas me incentivaram muito e isso me fortaleceu demais nas horas ruins, é horrível se sentir feia né? Uma dessas amigas me incentivou muito cortar o cabelo - e foi a melhor coisa que fiz. Cortei um channel de bico, em casa mesmo. Meu irmão (que não é cabeleireiro) que cortou e arrasou! Mesmo assim, ainda tinha uns quatro dedos de química pois meu cabelo era em camadas. Foram mais dois cortes e finalmente eu era uma cacheada. Chorei, chorei muito. De gratidão, de alegria, de paz, eu consegui!

Cabelo da Claudia atualmente
Hoje, quando vejo fotos antigas parece que vejo outra pessoa... E quer saber? Eu sou uma pessoa nova, mesmo! Mais segura, mais feliz, mais bonita! Não foi fácil, não foram só flores, mas quando olho pra trás vejo que há muito mais para agradecer do que para reclamar. Eu, particularmente, sempre fui feliz, com o cabelo liso, com o cabelo cacheado, sabem por que? Porque eu ouço o que o meu interior me pede. Permita-se ouvir a sí mesmo, percorrer seus próprios caminhos, enfrentar suas próprias batalhas e assim, só assim, encontrar o seu próprio lugar. Isso serve para os cabelos e para a vida!

Um grande beijo, e meus votos de coragem, persistência e resistência!".

Espero que essa história maravilhosa tenha inspirado e dado ainda mais força para quem está passando pela transição capilar agora. Não desistam, vale muito a pena! Deixem dúvidas e sugestões nos comentários, tá bom? Beijo e até o próximo post!

Nenhum comentário:

Postar um comentário