segunda-feira, 8 de agosto de 2016

"O corte foi uma libertação, de um passado, de um cabelo, de questões pessoais"

Hoje é dia de mais uma história de transição capilar! A psicóloga Milene Santos, de 24 anos, alisou o cabelo durante toda a sua adolescência, mas no ano passado decidiu libertar os cachos, fez o Big Chop e, desde então, vem se sentindo mais autêntica. Vem ler a história dela!

Ah, e se você quiser me contar a sua história e aparecer aqui no blog, manda um e-mail com duas fotos, uma do antes e uma do depois, para contato@nosdefada.com ou fala pelo inbox da página Nós de Fada, ok?

Antes da transição/ depois do Big Chop/ atualmente


"Desde criança, aprendi que tinha que andar com o cabelo 'baixo', sem volume, sem aparentar um 'black'. Desde pouca idade fui observando o controle com o volume do cabelo da minha irmã (Ela sempre teve mais cabelo e volume) e então eu fui criando curiosidade e vontade que minha mãe relaxasse meu cabelo. Nesta época minha mãe trabalhava em um Salão de Cabeleireiro. Então mais ou menos aos oito/nove anos de idade tive contato com relaxamento. Aos treze fui a uma especialista em alisamento, mas tudo isso sob minha vontade e contrariando família e amigos por entenderem que meu cabelo não tinha volume. Mas na época eu achava uma praticidade lavar o cabelo e ele continuar liso, sem precisar me aborrecer em desembaraçar o meu cabelo.
Milene (da esquerda) e a irmã
Dos treze até os meus vinte e dois anos fui refém de alisamentos, chapinhas, privações de lavar o cabelo. Tudo isso eu acreditava que me dava praticidade e me deixava mais bonita. Porém no intervalo desses anos eu me revoltava por queda de cabelo ou por não poder ter estilo na questão de coloração do cabelo, era sempre aquele velho preto azulado. Em algumas vezes eu cortava o cabelo no tamanho Chanel para me encorajar para me libertar dos alisamentos, mas como ia ficando estranho e feio o aspecto do meu cabelo, eu desistia e alisava de novo.

No ano de 2015 decidi que queria assumir quem eu era, me empoderei de umas das frases do meu pai que muitas vezes riamos disso, 'A PESSOA TEM QUE SER O QUE É'. Entrei no primeiro salão que avistei na época. Avisei que queria o mais curto possível, a mulher do salão até se assustou e me perguntou se eu tinha certeza do que eu queria. Naquele momento já tinha em mente o estilo que eu tinha que assumir, a cor do meu cabelo, o corte, a forma.  Já havia meses que eu não alisava e a pior coisa que me acontecia é estar triste por algo que não era eu de verdade.

Cabelo de Milene atualmente
Após o corte foi uma libertação, de um passado, de um cabelo, de questões pessoais. Senti que a partir dali poderia fazer com o meu cabelo o que eu quisesse. Comecei a me sentir mais bonita e valorizar o natural. Hoje eu uso o cabelo colorido porque gosto de chamar atenção, pelo meu jeito de ser, mas é uma escolha minha. Posso deixar o cabelo livre, mas aí vem os meus questionamentos: Se um dia eu quiser alisar novamente? Essa resposta eu tenho certeza de uma coisa, foi escolha minha e não mais refém de padrão ditador.

Me chamo Milene, e a Amanda foi e é minha grande inspiração para a beleza das cacheadas e crespas."

6 comentários:

  1. Ain que lindo!!!!!!
    Amei!!!!!
    Obrigada pela oportunidade de contar a minha história <3

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  2. Vc é linda de qualquer jeito amiga! Bjs

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  3. Ficou belo e original Milene, inspirado na sua autenticidade!

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